terça-feira, 8 de março de 2011

Divulgando...

Estão disponíveis no portal Domínio Público, do Ministério da Educação, a Coleção Educadores, com 62 títulos, e a Coleção História Geral da África, com oito volumes. Concluídas em novembro de 2010, as obras têm acesso livre a pesquisa.

Paulo Freire, Anísio Teixeira, Jean Piaget e Antônio Gramsci, dentre outros, fazem parte da Coleção Educadores, com 31 autores brasileiros, 30 pensadores estrangeiros e um livro com manifestos. Já a coleção 'História Geral da África' tem cerca de dez mil páginas, distribuídas em oito volumes. Criada por iniciativa da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, aborda desde a pré-história do continente africano até os anos 1980. Cerca de 350 pesquisadores, a maioria deles africanos, trabalhou durante 30 anos no levantamento de dados e na produção da obra. Para acesso às obras clique
aqui.
Contribuição da Profª Jussara Botelho Franco
Coodenadora Pedagógica 18ª CRE

segunda-feira, 7 de março de 2011

Eliminação da discriminação racial

Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na África do Sul, 20.000 pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um cartão que continha os locais onde era permitida sua circulação. Porém, mesmo tratando-se de uma manifestação pacífica, a polícia do regime de apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos.
O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março em referência ao Massacre de Shaperville, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Para marcarmos este dia a SEDUC está solicitando às CREs e Escolas que realizam atividades relacionadas a esta temática.
A 18ª CRE está organizando uma atividade, em suas dependências e entorno, cuja programação será divulgada na próxima semana.

Esta é uma boa história:

Aconteceu num vôo da British Airways,
entre Johannesburgo na África e Londres na Inglaterra.
Uma senhora branca, de uns cinqüenta anos, senta-se ao lado de um negro.
Visivelmente perturbada, ela chama a comissária de bordo:

Qual e o problema, pergunta a moça?
Mas você não esta vendo?
Responde a senhora:
Você me colocou ao lado de um negro.
Eu não consigo ficar ao lado de gente dessa classe.
Quero que voce me de outro assento.
Por favor acalme-se, quase todos os lugares deste vôo estão tomados.
Vou ver se ha algum lugar disponível.
A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.

Minha senhora, como eu suspeitava, não ha nenhum lugar vago na classe econômica.
Conversei com o comandante e ele me confirmou que não ha mais lugares na classe executiva.
Entretanto, ainda temos um assento na primeira classe.

Antes que a senhora pudesse fazer qualquer comentário ou esboçar um gesto,
a comissária continuou:
E totalmente inédito o fato de companhia conceder um assento de
primeira classe alguém da classe econômica,
contudo, dadas as circunstancias,
o comandante considerou que seria verdadeiramente vergonhoso alguém ser obrigado
a se sentar ao lado de uma pessoa intratável.

E dirigindo-se ao senhor negro, que ate aquele momento ficara sempre calado ouvindo
as agressões da senhora de cor branca, que parecia tão distinta
A comissária complementou:
Senhor, se for de sua vontade, faça o favor de apanhar os seus pertences e me acompanhar,
eu o encaminharei para o assento da primeira classe que esta a sua espera.

E todos os passageiros ao redor que acompanhava a cena, muitos chocados,
levantaram-se e bateram palmas.

Autor : Desconhecido
BOM TRABALHO!

"Conversas com quem gosta de ensinar"

 Escrevi este texto em 2005, e quando o Prof. Dr. Vilmar fez menção ao livro do Rubem Alves, na sua palestre de abertura do ano escolar, lembrei decolocá-lo no blog. Me parece atual e oportuno neste início de ano em que estamos montando uma Jornada de Formação Continuada.


No início da década de 80, quando Rubem Alves assim intitulou seu livro, no Brasil, vivíamos o auge do paradigma tecnicista que influenciava a Educação Brasileira. Na abertura do livro ele compara os educadores/professores a jequitibás e eucaliptos. Os jequitibás, árvores nativas da Serra do Mar, acostumadas a nascer e florescer espontaneamente, oferecendo sombra e alimento à fauna e flora de seu habitat. Os eucaliptos, uma espécie estrangeira, chamada “exótica” por não pertencer a nossa flora nativa, nascem enfileirados, eqüidistantes, magros e altos, prontos para o abate. São os eucaliptos, entes repetitivos plantados para gerar lucro. Na segunda parte o autor cria outra metáfora: algumas rãs que vivem no fundo de um poço, acreditam ser o poço do tamanho do mundo, então, um pintassilgo, ao descobri-las, conta-lhes que o mundo é muito mais. Mas, um grupo de rãs tomou o pintassilgo por louco, visionário, perigoso. Disseram que aquilo era ideologia “cheia de engodos alienantes” e trataram de eliminá-lo. No final do livro, citando W. Mills, o autor compara os pesquisadores e produtores do conhecimento os remadores no porão de uma galera. Eles fazem seu trabalho, com muito suor e esforço conseguem boa velocidade, mas só têm um problema: desconhecem o rumo do barco.
Quem somos nós, professores de hoje? A qual metáfora de Rubem Alves estamos respondendo ou gostaríamos de responder? Certamente não somos mais os mesmos! 20 anos se passaram! É bem verdade que naquele tempo tínhamos mais nítidos a causa e os elementos da luta e hoje...bem, as coisas estão meio difusas.
Construímos o maior sindicato da América Latina. Lutamos muito, conquistamos alguns direitos, alguma melhoria temporária no salário, mas era só por isto que lutávamos? Não, não era! Queríamos liberdade, autonomia, igualdade de direitos, democracia, um país melhor... por isso apoiamos a causa política, juntamente com nossos interesses de categoria, pois eles são sinônimos!  E caminhamos... Ah! Como caminhamos! Do Gigantinho até o Palácio Piratini; quantas vezes?
O que nos aconteceu, então, Colegas?
Viramos eucaliptos? Matamos o pintassilgo? Descobrimos que éramos apenas remadores? Não acreditamos mais na Educação como “processo pelo qual aprendemos (ensinamos) uma forma de humanidade”?
Entre vitórias e derrotas a luta nos trouxe até aqui. Não é o paraíso, mas é o resultado que fomos capazes de construir. Mesmo que esse mundo globalizado com suas guerras verdadeiras, transmitidas pela televisão nos pareça estranho e resfrie nossos ânimos por que o inimigo, camuflado, se entrincheirou mais adiante, longe do nosso alcance, nos fazendo sentir drástica impotência, não podemos desistir.
Antes de nós outros abriram a estrada e depois de nós muitos mais virão. É preciso manter aberto o caminho, o mundo, que legaremos ao futuro, precisa ser no mínimo recuperável ou de nada terá valido tanto trabalho.
Será que não temos mais coragem para ser velhos jequitibás?

Profª Neila Gonçalves Silva
Texto Publicado no Jornal Agora - abril/2005

sexta-feira, 4 de março de 2011

Governo e Cpers instalam mesa de negociação

 O Governo do Estado e o Cpers/Sindicato instalaram uma mesa de negociação para debater pontos da plataforma de reivindicações dos trabalhadores estaduais da educação, com a primeira reunião marcada para o próximo dia 15 de março. A decisão foi tomada, na segunda-feira (28/02), em encontro entre governador Tarso Genro e a direção da entidade, no Salão de Banquetes do Palácio Piratini.

Mesmo no primeiro contato, o Governo já aprovou alguns itens apresentados, como o concurso público, liberação dos dirigentes sindicais e a revogação de portaria que dificultava os professores de participar de seminários de formação. "O Governo já respondeu sobre alguns itens apresentados pelo sindicato e, dia 15, pretendemos ter uma proposta mínima em relação aos demais pontos apresentados no programa de reivindicação do Cpers", destacou o governador, após reunião que durou em torno de 40 minutos.

A presidente do Cpers/Sindicato, Rejane Oliveira, salientou que foi importante o primeiro contato com o Governo e que ele já concordou com alguns pontos dos 17 itens de reivindicações apresentados pela categoria, bem como a instalação da mesa de negociação, além de ter definido, ainda, a data do início das discussões sobre os demais. "Se o encontro foi positivo, só saberemos ao final do processo. Nós esperamos que, na próxima audiência, já possamos abrir o processo de negociação sobre o tema dos salários e as condições de trabalho e de aprendizado para os alunos nas escolas", enfatizou.

Proposta inicial no dia 15
No dia 8 de abril, está marcada uma assembleia geral do Cpers/Sindicato, no Gigantinho, em Porto Alegre. Neste encontro, Rejane Oliveira espera debater uma proposta e o processo de mobilização. A presidente da entidade defende que o piso base nacional (R$ 1.596,00), seja o básico do plano de carreira para professores e funcionários de escolas. O sindicato formou um conselho geral, no qual foram definidos 17 pontos da plataforma dos trabalhadores da educação, aprovada em congresso.
Entre os pontos da plataforma, o sindicato cita a implementação da lei do piso base nacional como básico do plano de carreira; a manutenção dos atuais planos de carreira de professores e agentes educacionais; fim dos contratos emergenciais; realização de concurso público no Estado com imediata nomeação; negativa à meritocracia e a reforma da previdência; a liberação dos dirigentes sindicais, e garantia da gestão democrática da escola com eleição de diretores, entre outros.

"O piso é um processo de construção. Há um compromisso de princípio com o piso dos professores, mas há também as limitações das nossas possibilidades financeiras e, por isso, tem de ser construído processualmente", explicou o secretário da Educação, José Clóvis de Azevedo. Ele acredita que, já no dia 15, o Governo possa ter uma proposta inicial.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Governo estadual cria Pacto Gaúcho pela Educação

Nesta quinta-feira (03), às 14h, o governo estadual instala o Grupo de Trabalho do Pacto Gaúcho pela Educação. Um dos objetivos centrais desta iniciativa é a criação de uma rede de instituições de ensino superior, médio e profissionalizante para ampliar a qualidade, inovação tecnológica, pesquisa e formação profissional. O secretário de Estado da Educação, Prof. Dr. Jose Clovis de Azevedo integra o GT.

Este tema deve se transformar em uma das Câmaras Temáticas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS) após a aprovação na primeira reunião do CDES, agendada para o dia 15 de março. Entre as metas deste trabalho estão a elaboração do estudo de projetos e ações para universalizar o acesso ao ensino médio; o aumento das vagas gratuitas do ensino técnico profissional; o aumento do número e a qualificação dos profissionais vinculados à rede pública estadual. Também busca o fortalecimento da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), recompondo o seu quadro de trabalhadores, e a formação de uma rede de universidades para promover o conhecimento, pesquisa, inovação tecnológica e ciência voltadas ao desenvolvimento econômico e social.

Integram este grupo representantes do CDES-RS, da Secretaria de Estado da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, da Secretaria de Estado da Educação e da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS).

Logo após a instalação, o secretário executivo do CDES apresentará a proposta ao reitor da Universidade Federal, ao reitor da Uergs, e ao coordenador do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung).

O Rio Grande do Sul possui mais de 75 mil professores da rede estadual entre efetivos e contratados, que atuam em mais de 2500 escolas da educação básica e profissional, atendendo 1,2 milhão de alunos. As redes municipais contam com mais de 60 mil professores abrangendo mais de 700 mil alunos. Além disso, nas escolas particulares atuam mais de 25 mil professores atendendo em torno de 300 mil alunos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Direção do 6º Núcleo do CPERS em visita à 18ª

ABERTURA DO ANO ESCOLA NA REGIÃO DA 18ª

Em evento realizado no dia 23 de fevereiro, no CIDEC-Sul/FURG ocorreu o lançamento da Jornada de Formação Continuada – um dos 4 eixos programáticos da SEDUC-RS para autoridades, professores e funcionários de 36 escolas do Rio Grande e São José do Norte.

Na abertura a Profª Márcia Granada, acompanhada do mestre Chaves, emocionou a todos ao entoar o Hino Nacional Brasileiro

A Coordenadora Regional Profª Neila Gonçalves Silva enfatizou a necessidade de desenvolvermos um projeto educacional contextualizado que dê leve em conta as transformações sociais e as especificidades das novas gerações, porém sem abrir mão de valores essenciais como a fraternidade,  a solidariedade e a humanidade.

 Os eixos e metas para a educação gaúcha na gestão 2011/2014  foram apresentados a 900 trabalhadores da rede, pela Coordenadora Adjunta Profª . Denise Marque.

Para os trabalhadores das 5 escolas  estaduais  de Santa Vitória do Palmar e Chuí, a abertura do ano escolar e o lançamento da Jornada de Formação Continuada, realizou-se no dia 25 de fevereiro, às 8h30min, no Teatro Municipal de Santa Vitória, quando houve a apresentação da nova e da Coordenadora e equipe da 18ª CRE.

O monento cultural contou com a participação do Secretário Municipal Quininho Dornelles que cantou e encantou o auditório com uma rápida e bela apresentação musical.


Nas duas oportunidades o Prof. Dr. Vilmar Alves Pereira da FURG proferiu palestra sobre “Os desafios do desenvolvimento de práticas educacionais pela metodologia de projetos”.

A fala deste jovem e surpreendente filósofo emocionou e animou os educadores. Com depoimento franco e amoroso discorreu sobre vários teóricos focando a metodologia de projetos na linha do pensamento de Paulo Freire.