quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Encontro do Ensino Médio - boas práticas do seminário integrado.



A 18ª CRE realizou, nesta terça-feira, o Encontro do Ensino Médio - boas práticas do seminário integrado.

Aproximadamente 100 educadores que atuam, ou atuarão no primeiro e segundo ano do Ensino Médio Politécnico das escolas estaduais do município do Rio Grande, reuniram-se, no auditório do IF-Sul para apresentar e assistir relatos das atividades e projetos desenvolvidos no Seminário Integrado, durante o ano de 2012.

Diversas e distintas caminhada demonstraram a ousadia e criatividade dos educadores e dos estudantes. Quem lá esteve, pode testemunhar o entusiasmo das comunicações feitas e teve a certeza da continuidade que o trabalho terá em 2013.


O estudante Bruno da E.E.E.M. Silva Gama, que acompanhou sua regente na comunicação, encantou a todos com sua postura e convicção a respeito das vantagens da reestruturação do ensino médio. Afirmou que o Seminário Integrado trouxe credibilidade ao curso e confiança aos estudantes, que se percebem "produzindo alguma coisa". Disse que o trabalho do 1º ano foi bom, mas tem que avançar no 2º e no 3º ano. Comparou a sequência do ensino médio a 3 passos, onde o 3º tem que levar a uma construção sólida.

Não se pode dizer que haja uma comunicação melhor que outras, pois cada qual esteve interagindo em um ambiente distinto e, portanto definiu-se por sua realidade e possibilidades. Todas apresentaram resultados superiores ao esperado no início das atividades.

Percebe-se, também, que a ansiedade dos educadores arrefeceu. Houve boa participação dos estudantes, com algumas exceções. No relato dos docentes a maioria dos trabalhos ficou entre bom e ótimo, mas há outros que tem muito para melhorar.


Contudo, ficou evidente, que os resultados do primeiro ano da reestruturação do ensino médio foi exitoso e que o Sistema Estadual de Educação está acertando na proposta e no método participativo de implantação

sábado, 8 de dezembro de 2012

Dia do Campo nas escolas da 18ª CRE

O programa Escola do Campo, anteriormente denominado "escola ativa", através das assessorias da Coordenadorias Regionais de Educação da SEDUC/RS, acompanha e orienta as metodologias de trabalho nas escolas rurais.

Quatro escolas da região da 18ª CRE realizaram atividades para marcar a passagem do "Dia do Campo":

A E.E.E.M. Capitão Luiz Ferreira, localizada no Bujuru, em São José do Norte, desenvolveu as atividades no dia 6 de dezembro, reunindo a comunidade em procissão e terno de reis;


















A E.E.E.M. Silvério da Costa Novo, localizada na 5ª Secção da Barra, em São José do Norte, realizou as atividades no dia 7 de dezembro com apresentações de canto, dança, teatro e recreação abertas para a comunidade.







Assessoria da 18ª CRE esteve, de ponta a ponta, em São José do Norte, nos dias 6 e 7 de dezembro, comemorando o Dia do Campo. Parabéns, bravas professoras e professores das escolas Silvério, Capitão.
A Escola São Caetano também participa do Programa, e esteve presente na festa realizada pela Escola Capitão, expondo trabalhos re reciclagem e reaproveitamento realizados por seus alunos.

A E.E.E.F. Dr. Pedro Bertoni, localizada em Domingos Petroline, município do Rio Grande, visitou participou das comemorações na casa do Silvério;










quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Seminário de Práticas Pedagógicas na Educação Infantil

 


Pacto pela Alfabetização


Seduc seleciona orientadores de estudos


Encerra-se nesta sexta-feira (23), às 17h30, o prazo para inscrição de coordenadores pedagógicos/supervisores de anos iniciais interessados em participar como Orientadores de Estudo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa na rede estadual de ensino. Os Orientadores de Estudos poderão receber do Ministério da Educação (MEC), sem qualquer intermediação da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), bolsa mensal de R$ 765,00, durante a duração do Programa no RS. As inscrições devem ser feitas na sede da Coordenadoria Regional de Educação (CRE). A Seduc oferece 624 vagas para a seleção. O critério foi definido pelo Ministério da Educação em função do número de professores alfabetizadores da rede. A proporção é de um Orientador para cada 25 professores.

Para participar da seleção os seguintes requisitos cumulativos devem ser preenchidos: formação em licenciatura ou pedagogia, ser coordenador pedagógico /supervisor efetivo na rede estadual, atuar como coordenador pedagógico/supervisor há pelo menos três anos, não receber, simultaneamente, bolsa de estudo de outros programas federais, ter disponibilidade para dedicar-se ao curso, à multiplicação e ao exercício das atribuições previstas no edital publicado no Diário Oficial do Estado em 21 de novembro de 2012, não prever licenças ou afastamentos do cargo no biênio 2013-2014 e faltar mais de três anos para a aposentadoria.

A seleção será feita mediante análise de currículo, títulos e outros documentos que constam no edital. Os candidatos serão classificados conforme a pontuação obtida nos títulos e documentos e o número de vagas existentes na respectiva CRE. O resultado da seleção será divulgado em 28 de novembro no site da Secretaria de Estado da Educação (Seduc): www.seduc.rs.gov.br.

Os professores selecionados participarão de curso específico, com 200 horas de duração por ano, ministrado por universidades públicas. O curso será realizado em polos, podendo haver necessidade de deslocamento, sem qualquer ônus ao professor selecionado. A primeira formação, com 40 horas, está prevista para o período dezembro 2012- fevereiro de 2013. As demais, no decorrer do biênio 2013-2014. Entre as atribuições previstas para o Orientador de Estudo está a organização e planejamento de atividades e curso de formação, em serviço, à noite ou aos sábados, dependendo de calendário a ser estipulado pela Seduc, no biênio 2013-2014 para professores alfabetizadores. O orientador também irá ministrar os cursos (presenciais, com carga horária de 120 horas por ano, baseado no Programa Pró-Letramento, cuja metodologia propõe estudos e atividades práticas).

Adesão ao Pacto
A seleção decorre da adesão, pela Seduc, ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Assim, o Estado compromete-se a alfabetizar todas as crianças até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental. Consideram-se alfabetizadores professores e professoras que atuam nas turmas de 1 º, 2º e 3º do ensino fundamental de 9 anos e de classes multisseriadas. Todas as escolas de educação básica que atendem os anos iniciais do Ensino Fundamental podem ser contempladas pelo Pacto Nacional, incluindo as do campo.

As Ações do Pacto de Alfabetização constituem um conjunto integrado de programas, materiais e referências curriculares e pedagógicas que serão disponibilizados pelo MEC e que contribuem para a alfabetização e o letramento, tendo como eixo principal a formação continuada dos Professores alfabetizadores. Estas ações apoiam-se em quatro eixos de atuação: formação continuada de professores alfabetizadores, materiais pedagógicos e didáticos, avaliações e gestão, controle social e mobilização.

No eixo formação continuada está prevista a constituição de uma rede de Orientadores de Estudos para atuação na rede estadual. É esta seleção que a Seduc realiza no momento.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

20 de Novembro Dia da Consciência Negra


Só 11% da verba de projetos educacionais para igualdade racial foi usada

Ensino da história e cultura afro-brasileira ainda está longe das salas de aulas, apesar de lei que institui o tema nos currículos ter sido criada há 10 anos

Priscilla Borges - iG Brasília 

Perto de completar uma década, a Lei nº 10.639 quase não saiu do papel. Ela tornou o ensino de história e cultura afro-brasileira obrigatório nos currículos do ensino fundamental e do ensino médio. Isso implica tratar da história da África, a luta dos negros no Brasil e suas contribuições para o desenvolvimento do País nos diferentes níveis de ensino.

Colocá-la em prática significa não só mudar currículos para tratar o tema de diferentes maneiras nas escolas, mas formar professores para isso. As recomendações e diretrizes do Ministério da Educação e do Conselho Nacional de Educação nesse sentido são numerosas, mas as duas frentes não fazem parte da rotina nas escolas e nas universidades.

Ainda há poucos projetos sendo executados nas escolas e a formação não está nos currículos dos professores. Levantamento obtido pelo iG mostra que, na maioria das universidades e institutos federais do País, disciplinas que tratam das relações étnico-raciais não são oferecidas e, quando existem, têm caráter optativo.

Alan Sampaio / iG Brasília
Estudantes do Centro de Ensino Médio 1 do Gama elogiam o trabalho feito pelas professoras de História para discutir a história dos negros

Em paralelo, os recursos destinados a financiar ações em escolas e universidades sobram nos cofres públicos. De acordo com o Siga Brasil, sistema de informações sobre orçamento público, pouco mais de 11% da verba reservada para projetos educacionais que promovam a igualdade racial em 2012 foram usados até o momento.

Leia também: Número de escolas quilombolas cresce no Brasil
De acordo com o relatório de novembro da Lei Orçamentária Anual (LOA), no início de 2012, o montante destinado às ações educacionais para o tema era de R$ 1,3 bilhão. Foram executados R$ 149 milhões (11,5% do total). Além desse total, outros 126 milhões foram comprometidos com as ações, mas não chegaram a ser pagos até este mês.

A maior parte desses recursos foi gasta em ações na educação básica (14,3% dos R$ 908 milhões destinados a isso). A verba se destinou às ações de capacitação e formação inicial e continuada de professores e profissionais e ao apoio das atividades em comunidades do campo, indígenas, remanescentes de quilombos e crianças com deficiência.

Nas universidades, apenas 5% do orçamento foram usados. Quase tudo dos R$ 390 milhões destinados ao ensino superior deveriam dar suporte a entidades não-federais (R$ 350 milhões) e nada foi executado. O recurso de fato aproveitado nessa etapa de ensino foi o dedicado às bolsas de permanência. Dos 39 milhões, 49% foram gastos com os programas.

No ensino superior: Há bolsas de permanência para negros
A dificuldade em utilizar os recursos, no entanto, não se restringiu à área educacional. Os dados mostram também que apenas 9,56% dos R$ 1,9 bilhão destinado à igualdade racial foram gastos até novembro.

Burocracia X falta de projetos
Na opinião do técnico em gestão educacional Antonio Gomes da Costa Neto, que realizou levantamentos para verificar o cumprimento da lei 10.639 no orçamento e junto às universidades, a sobra de recursos é a prova de que a aplicação da lei engatinha. “Os recursos não são poucos, mas não estão sendo gerenciados como deveriam. As secretarias deveriam criar mais programas e os gestores, induzi-los”, afirma.

Para Ana Marques, coordenadora de Educação em Diversidade da Subsecretaria de Educação Básica do Distrito Federal, a burocracia “emperra” a utilização dos recursos. “O dinheiro está lá, mas, às vezes, ele é fictício, porque precisamos passar por caminhos muito complicados para chegar até ele”, critica.

Trabalho: Governo prepara projeto de cotas para negros no serviço público
A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação afirma que há universidades e projetos que aplicam bem os recursos. “As atribuições contidas do MEC contemplam: promover, de forma colaborativa com Estados, municípios, instituições de ensino superior e entidades, a formação de professores e a produção de material didático para atendimento da lei e criar mecanismos de supervisão, monitoramento e avaliação do plano de implementação da lei. Há experiências exitosas.”

Esforços individuais
A Lei 10.639, de janeiro de 2003, determinou que o conteúdo referente à história e à cultura afro-brasileira e africana seria assunto de todos os currículos escolares da educação básica, “especialmente” nas disciplinas de artes, literatura e história. Em 2008, a Lei 11.645 deu a mesma orientação para a temática indígena. O termo “especialmente”, no entanto, se tornou quase exclusivamente.

Nas universidades: Disciplina sobre educação étnico-racial não está nos currículos
Na prática, coordenadores e professores contam que o conteúdo só aparece nessas disciplinas. Quando aparece. Depende de iniciativas isoladas, de professores sensíveis ao tema. Em geral, negros. “Geralmente, a iniciativa parte de um professor negro. No imaginário social, quem tem de tratar de negro é negro. A lógica não pode ser essa”, afirma Ana Marques. A coordenadora do Distrito Federal acredita que falta muito para a lei se tornar realidade nas escolas.

“A aplicação da lei não aconteceu. As universidades não cumpriram as mudanças na formação e as escolas só falam do negro no Dia da Consciência Negra”, comenta Ana Marques. A data foi instituída pela lei 10.639 e é comemorada nesta terça, 20 de novembro. Para muitos professores, Ana ressalta, não há necessidade de debater o tema. “A primeira e maior dificuldade ainda é a ideia de que temos uma democracia racial”, diz.

Unanimidade: STF julga constitucionais as cotas raciais em universidades
Euterlúcia Souza e Shirley Cunha, professoras de história do Centro de Ensino Médio 1 do Gama, no Distrito Federal, concordam. No colégio, que tem uma das práticas mais duradouras na área, só as duas cuidam dos projetos que incorporam a lei. As duas são negras. “Nosso sonho é que essa fosse uma preocupação da escola e não de nós duas”, desabafa Euterlúcia.

No CEM 1, as três séries do ensino médio têm projetos sobre o tema. Mas a intensidade da conversa sobre essas relações cresce no 3º ano. Durante os dois anos anteriores, a tentativa das professoras, que contam com o apoio de alguns docentes da filosofia, português e artes, é trabalhar a identidade dos jovens. Eles são convidados a pensar em suas origens e seu futuro. No 3º ano, um grande seminário é promovido durante dois dias sobre o tema.

“Nós buscamos trazer conhecimento para a escola. Mas é muito difícil conseguir verba para o material, o lanche. Mas tem dado certo”, conta Shirley. Euterlúcia lembra que a escola se preocupa em não fazer do encontro apenas uma festa. “O trabalho não pode ser pontual. Precisa deixar um legado para esses estudantes e a escola”, ressalta.

Pelo jeito, o objetivo das professoras tem sido atingido. Estudantes do terceiro ano garantem que muita coisa mudou na vida deles depois do projeto. Arthur Dias Bernardo, 17, conta que não concordava com as cotas, carregava preconceitos, faltava informação. “Eu não tinha conhecimento e agora tenho”, diz.

Izabella Vieira, 16, defende que outras disciplinas também insiram o tema em suas aulas. Para Thaylinne Lima, 17, o assunto não deveria ganhar visibilidade só nessa época do ano e os seminários deveriam ser estendidos para as outras séries. “A gente deveria discutir preconceito e racismo desde a infância, para chegarmos mais maduros no ensino médio”, afirma Catrina Nonato, 17.

Em Brasília: UnB já formou mais de 1 mil universitários pelas cotas
Maria Clara Aragão Alves, 17, lembra que não só a escravidão conta a história dos negros. “Não se fala muito da cultura que eles nos deixaram. Por isso a lei também é importante”, diz.

A Secretaria de Educação do Distrito Federal criou, em dezembro de 2011, uma coordenação para cuidar do tema da diversidade. O grupo elaborou orientações para as escolas e tem realizado cursos de formação. A adesão, no entanto, ainda é baixa. De seis turmas abertas para um curso sobre o tema, apenas duas foram preenchidas este ano. “Eles reclamam de formação, de material, mas cada vez isso é mais oferecido. Esperamos avançar”, conta Ana

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Escolas promovem atividades do Seminário Integrado

Escola Carlos Loréa Pinto realiza seminário de profissões:

Segunda e terça-feira, a Escola Estadual Professor Carlos Loréa Pinto realiza um Seminário de Profissões. O encontro visa a oportunizar aos estudantes de Ensino Médio momentos de aproximação com o mundo do trabalho, a partir do contato com diferentes profissionais que atuam em diversas áreas, tais como Psicologia, Direito, Administração, Medicina, Licenciatura, entre outros.
O Seminário de Profissões constitui parte das atividades desenvolvidas pelos estudantes de Ensino Médio dentro da perspectiva do Ensino Médio Politécnico, nova proposta pedagógica e metodológica implementada pelo Governo do Estado no ano de 2012, e que visa a estimular a construção do conhecimento de forma efetiva e com ampla participação dos estudantes, tornando-os protagonistas no processo de ensino e aprendizagem.
Ao longo do ano, por interesse dos próprios estudantes de ensino médio, já foram realizadas inúmeras atividades com relação ao tema profissões, como visitas a empresas do Pólo Naval, Visitação ao Jornal Agora, à Rádio e TV FURG, entre outras. Os estudantes ainda produziram inúmeros relatórios destas atividades, assim como pesquisas sobre a origem das profissões.
Segundo os organizadores, se percebe com a realização deste evento o envolvimento dos estudantes, a sua participação direta na organização, planejamento e execução da proposta, de forma a comprometê-los com esta ação pedagógica, com implicações na vida destes estudantes.
  • Segunda-feira (19/11/12) 19h30min:
Pedro Amado (Psicólogo) 20h10min: Germano dos Santos Leite (Advogado e jornalista) 20h50min: Rudinei Farias Machado (Advogado) 21h30min: Sérgio Satt Jr. (Administrador de Empresas)
  • Terça-feira (20/11/12) 19h30min:
Claudio Esperon (Médico) 20h15min: Luíz Fernando Mackedanz (Doutor em Física) 21h: Leandro Coutinho (Administrador de Empresas)
 

Obs: publicado no Jornal Agora em 19/11/12